"Eu gostaria de abraçar o mundo inteiro em uma rede de caridade"
António Frederico Ozanam

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Mudança Sistêmica

Mudança Sistémica, é um modelo um método que se utiliza de forma organizada resolver, envolvendo varias pessoas, grupos e organizações de forma que possamos diminuir a pobreza, diminuir a dificuldades de integração na sociedade de jovens e adultos se inserirem na sociedade, proteger os mais frágeis como as crianças mais pobres, estando nestas condições ficam vulneráveis ao seu desenvolvimento físico e intelectual e dificultando o amor na família, através de projectos e adaptados às realidades do local ou país onde estamos inseridos... Estas mudanças estão a ser implementadas no Brasil e em África, países mais vulneráveis provocada pela pobreza estrema.
No nosso pais pode existir casos de extrema pobreza, poucos mas existe mas, o povo português é demasiado solidário e tem uma constituição que protege de alguma maneira os mais pobres, embora contra vontades de certos poderes mais conservadores.
Eu, tenho dito e afirmo: é necessário dar continuidade às visitas domiciliárias, não desistir (há quem desista) da tarefa a que fomos chamados na Missão da Caridade. 

Como dar respostas neste exemplo?

A Janete, deixou a sua casa alugada nas Praias do Sado e veio viver para um andar de sete pisos, situado no bairro dos Índios, centro da cidade de Setúbal. A casa deixada custava-lhe 250€ mês, valor muitas vezes após pedido sofria exortações e ralhos dizia o senhoria: «Não pode ser. Um de vós pode muito bem arranjar trabalho. A gente mexe-se, Procura-se. Se não é uma coisa é outra. Assim, é que não pode ser...». 
O andar onde mora custa-lhe só 100€ mas, não tinha nada. Nem mobília, nem electrodomésticos, nada. Dormiam no chão, ela, o marido e os filhos em cima de um cobertor. Tudo lhe foi arranjado incluindo um esquentador e um frigorífico. Moram no 3º o prédio tem elevador avariado há décadas.Escadas estreitas e esburacadas, sujas. Na entrada do prédio montes de lixo com papeis, plásticos, garrafas, sacos atirados ao chão como se fosse uma estrumeira. O cenário de desleixo e imundice era comum a toda a escadaria. A porta do que foi elevador arrombadas, pedaços de tábuas pregadas sobre ela, arrepiante. 
Socialmente vivam no prédio pessoas com algum nível humano (vê-se pela qualidade das portas de entrada, se é que marca a qualidade de posição), a maioria é gente a quem não repugna esta confusão. 
Diz o autor: Meu Deus! Fala-se tanto do Social, mas quando se chega a situações concretas, ninguém se mexe, nem se incomoda. toda a gente tem posições sociais que não se coadunam, na sua mentalidade,com a missão de ir a estes prédios, na sua maioria camarários, tratar da sua limpeza, exigir asseio e dar a mão, sim, Dar a Mão. 
A Igreja, normalmente, aqui na cidade, fecha-se na sacristia, nos Centros Sociais e no seu apostoladozinho, que são sempre lugares menos arriscados e mais cómodos. Julga mesmo que velar por estes pobres, pertence ao Estado e que a Igreja, pertence todavia faz muito. Estes bairros são campos abertos para manifestar a justiça Divina, para se ter noção das injustiças e a visão delas. 
Não podemos ficar só com relatórios, estudos ou reportagens, é preciso, como insiste continuadamente o Papa Francisco "ir lá cheirar as ovelhas" para se ver a largueza da miséria humana, em tantas periferias das cidades. 
O corrimão das escadas escavacado, também tive dificuldade em subir. É contra a lei portuguesa ter prédios sem condomínio organizado, sem elevar, sem o mínimo de dignidade, respirando um ambiente demolidor. 
Para acreditar a Fé Cristã no Deus vivo e o valor da nossa Igreja, é necessário vencer o indiferentismo, pois, assim, tudo se vai esvaziando como fumo de uma labareda apagada. 
Tanta gente a peregrinar a pé para Fátima e tão pouca a percorrer os ambientes pobres das suas cidades. Tenho a certeza que seria mais agradável à Mãe do Céu, a Pobre de Nazaré, que estamos este ano «Com Maria, renovai-vos nas fontes da alegria». Eu diria de outra maneira interiorizada « renove-mos nas fontes da alegria». 
Minhas ricas Conferências Vicentinas! Meu rico ideal da pobreza...        
Adaptado.Texto de: Pe. Acílio-O Gaiato.


  

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