«Somos chamados ao trabalho desde a nossa criação. Ajudar "pessoas em situação de pobreza" em dinheiro, deve ser sempre um remédio provisório. O verdadeiro objectivo deveria ser sempre consentir-lhes uma vida digna através do trabalho» Laudato Si: página 88.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O.V.A.R. «porto de abrigo» para os reclusos

Direitos Humanos: Marcelo Rebelo de Sousa enaltece ação de Obra Vicentina que é «porto de abrigo» para os reclusos

Instituição católica  foi distinguida pela Assembleia da República
Lisboa, 10 dez 2018 (Ecclesia) – A Assembleia da República distinguiu hoje a Obra Vicentina de Auxílio aos Reclusos (OVAR) com o Prémio Direitos Humanos 2018, no contexto dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
O presidente da República Portuguesa, que marcou presença na cerimónia, salientou que “nenhuma democracia pode considerar-se plena nem sequer duradoura se por ela não tiver democratas a trabalhar”.
“Nenhum Estado de direito pode encarar com sobranceria a tarefa cívica da sua constante afirmação por palavras, mas sobretudo por atos”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa, que neste contexto elogiou o papel desempenhado pela Obra Vicetina de Auxílio aos Reclusos na sociedade.
Um trabalho “que nos recorda nestes dias, mais do que nunca, que não há nada nem ninguém que pode sacrificar direitos fundamentais de cidadãos que são iguais na essência da sua cidadania e na sua dignidade como pessoas, a todos os demais portugueses”, sustentou.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, no final da sessão no Parlamento português, o presidente da OVAR sustentou que este prémio veio reforçar que “a vivência cristã é necessária nas prisões”, e por isso mesmo deve ser também uma aposta mais efetiva da própria Igreja Católica.
“A exemplo do que já acontece em muitos outros países, porque é que em Portugal a esmagadora maioria das dioceses não tem pastorais penitenciárias?”, questionou Manuel Hipólito dos Santos.
Sobre os desafios que rodeiam o trabalho feito pela OVAR, aquele responsável realça um meio onde “falta quase tudo”, desde uma “reinserção social efetiva” ao cuidado a ter com os laços afetivos que o recluso deixa no exterior, que serão sempre o seu suporte principal depois de cumprir a pena.
“A prisão é um grave contributo para as roturas familiares, que é sempre um ato que lesa profundamente toda a vivência de qualquer pessoa na sociedade”, alertou o presidente da OVAR, que defendeu ainda a necessidade de “uma mudança profunda no tratamento das drogas e da pobreza”, duas das “maiores” causas para a queda na marginalidade.

Fundada em 1969, a Obra Vicentina de Auxílio aos Reclusos é uma obra especial do Conselho Central do Porto da Sociedade de S. Vicente de Paulo, entre as mais de 300 conferências vicentinas que aquela diocese integra.
A organização conta com o contributo de 11 pessoas, voluntários e voluntárias, que visitam semanalmente os diversos estabelecimentos prisionais da região, desde Paços de Ferreira a Santa Cruz do Bispo, passando por Custóias e Vale do Sousa.
“O nosso trabalho fundamental é ouvir, é escutar. Os reclusos têm uma necessidade de ter alguém que os ouça, sem estarem comprometidos com o sistema repressivo da prisão. E nós, tal como as visitas familiares que neste momento estão muito em causa com a greve dos guardas prisionais, representamos ali uma espécie de porto de abrigo”, completou Manuel Hipólito dos Santos.
Durante a cerimónia de entrega do Prémio Direitos Humanos 2018, na Assembleia da República, Manuel Hipólito dos Santos apontou várias problemáticas ao contexto dos estabelecimentos prisionais e da Justiça em Portugal.
A ausência do direito generalizado à própria defesa, por parte dos reclusos, as situações em que a permanência na prisão excede os 25 anos previstos – “o tempo médio de cumprimento de pena em Portugal é o triplo da União Europeia”, denunciou o presidente da OVAR – ou a retenção indevida do dinheiro do trabalho dos reclusos.
Também dramas relacionados com “as alegações de prática de tráfico de drogas e bens, de homossexualidade forçada, de violações, roubos, violências, de chantagens sobre as famílias, de autoritarismo e prepotência”, que mostram que as prisões subsistem como “instituições retrógradas, arcaicas, medievais e violentas”, apoiadas “numa parte da opinião pública que apela à vingança, à repressão” contra quem errou.
O Estado de direito não pode ficar à porta das prisões”.
O coordenador nacional de Pastoral Penitenciária em Portugal, por sua vez, destacou a atribuição deste prémio à OVAR como “um reconhecimento da sociedade civil ao trabalho que a Igreja Católica faz, através dos seus diversos grupos presentes nas prisões”, e “um estímulo muito grande para todos os que trabalham nas cadeias a nível nacional”.
“A OVAR tem feito já desde há muitos anos um trabalho formidável, de presença, em várias cadeias do norte do país, um trabalho de persistência, de humanização das prisões, de socialização, de integração, numa ligação grande não só com os reclusos e com o estabelecimento prisional, mas com as famílias”, frisou o padre João Gonçalves.
A Assembleia da República atribui desde 1999 o “Prémio Direitos Humanos”, com o objetivo de “reconhecer o alto mérito de organizações não governamentais ou do original de trabalho literário, histórico, científico, jornalístico, televisivo ou radiofónico, que contribuam para a divulgação ou o respeito dos direitos humanos”.
Destina-se ainda a destacar iniciativas que contribuam para denunciar a “violação” destes direitos, “no país ou no exterior”, de “autoria individual ou coletiva de cidadãos portugueses ou estrangeiros”.
Na sessão comemorativa dos 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos, e dos 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, a Assembleia da República Portuguesa atribuiu também medalhas de ouro a pessoas e instituições da sociedade civil, pelo papel que desempenham na defesa da dignidade dos mais desfavorecidos.
A Associação ‘Letras Nómadas’, um organismo empenhado na investigação e dinamização das comunidades ciganas, no contributo para a sua integração e educação, na eliminação ou atenuação de barreiras e divisões.
A presidente Olga Mariano defendeu no Parlamento a urgência de combater o “apartheid” que marca não só a relação com a comunidade cigana, mas com outras etnias em Portugal.
A Orquestra Geração, vocacionada para combater o insucesso e o abandono escolar através do ensino da música.
“Orgulhamo-nos que através do nosso projeto, se certifique oficialmente, talvez pela primeira vez, o papel da música na construção de um cidadão total, capaz de perceber, gozar e defender os valores expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos”, referiu António Wagner Diniz, em representação deste projeto.
A jornalista Joana Gorjão Henriques também foi distinguida, pelo seu trabalho de reportagem relacionado com os direitos humanos, e pela obra Racismo em Português, em particular da sua segunda série, intitulada ‘Racismo à Portuguesa’.
“Enquanto eu receber prémios e medalhas por estes trabalhos, a nossa missão como sociedade estará errada, e estará errada enquanto esta casa não criar leis que ajudem a combater a desigualdade e o racismo. Queremos ser uma sociedade falhada? E se não for agora, quando é que vamos mudar?”, interpelou.

sábado, 8 de dezembro de 2018

" Thor, São Bonifácio e a origem da árvore de Natal "


Thor, São Bonifácio e a origem da árvore de Natal


Quando pensamos em um santo, talvez em um primeiro momento não consideramos que essa pessoa seja ousada, empunhe um machado, um martelo ou que derrube árvores como os carvalhos. Entretanto, existe um santo assim, conhecido como São Bonifácio.

Este santo nasceu na Inglaterra por volta do ano 680. Bonifácio ingressou em um mosteiro beneditino antes de ser enviado pelo Papa para evangelizar os territórios que pertencem a atual a Alemanha. Primeiro foi como um sacerdote e depois eventualmente como bispo.
Sob a proteção do grande Charles Martel (conhecido como Carlos Magno), Bonifácio viajou por toda a Alemanha fortalecendo as regiões que já tinham abraçado o cristianismo e levou a luz de Cristo àqueles que ainda não o conheciam.
A respeito deste santo, o Papa Bento XVI disse no ano 2009 que “seu incansável trabalho, seu dom para a organização e seu caráter flexível, amigável e forte” foram fundamentais para o sucesso das suas viagens.
O escritor Henry Van Dyke o descreveu assim, em 1897, em seu livro The First Christmas Tree, (A primeira árvore de natal): “Que pessoa tão boa! Que boa pessoa! Era branco e magro, mas reto como uma lança e forte como um cajado de carvalho. Seu rosto ainda era jovem; sua pele suave estava bronzeada pelo sol e pelo o vento. Seus olhos cinzas, limpos e amáveis, brilhavam como o fogo quando falava das suas aventuras e das más ações dos falsos sacerdotes aos quais enfrentou”.
Aproximadamente no ano 723, Bonifácio viajou com um pequeno grupo de pessoas na região da Baixa Saxônia. Ele conhecia uma comunidade de pagãos perto de Geismar que, no meio do inverno, realizavam um sacrifício humano (onde a vítima normalmente era uma criança) a Thor, o deus do trovão, na base de um carvalho o qual consideravam sagrado e que era conhecido como “O Carvalho do Trovão”.
Bonifácio, acatando o conselho de um irmão bispo, quis destruir o Carvalho do Trovão não somente a fim de salvar a vítima, mas também para mostrar àqueles pagãos que ele não seria derrubado por um raio lançado por Thor.
O Santo e seus companheiros chegaram à aldeia na véspera de Natal, bem a tempo para interromper o sacrifício. Com seu báculo de bispo na mão, Bonifácio se aproximou dos pagãos que estavam reunidos na base do Carvalho do Trovão e lhes disse: “Aqui está o Carvalho do Trovão e aqui a cruz de Cristo que romperá o martelo do Thor, o deus falso”.
O verdugo levantou um martelo para matar o pequeno menino que tinha sido entregue para o sacrifício. Mas, o Bispo estendeu seu báculo para impedir o golpe e milagrosamente quebrou o grande martelo de pedra e salvou a vida deste menino.
Logo, dizem que Bonifácio disse ao povo: “Escutai filhos do bosque! O sangue não fluirá esta noite, a não ser que piedade se derrame do peito de uma mãe. Porque esta é a noite em que nasceu Cristo, o Filho do Altíssimo, o Salvador da humanidade. Ele é mais justo que Baldur, maior que Odim, o Sábio, mais gentil do que Freya, o Bom. Desde sua vinda, o sacrifício terminou. A escuridão, Thor, a quem chamaram em vão, é a morte. No profundo das sombras de Niffelheim ele se perdeu para sempre. Desta forma, a partir de agora vocês começarão a viver. Esta árvore sangrenta nunca mais escurecerá sua terra. Em nome de Deus, vou destruí-la”.
Então, Bonifácio pegou um machado que estava perto dele e, segundo a tradição, quando o brandiu poderosamente ao carvalho, uma grande rajada de vento atingiu o bosque e derrubou a árvore, inclusive as suas raízes. A árvore caiu no chão, quebrou-se em quatro pedaços.
Depois deste acontecimento, o Santo construiu uma capela com a madeira do carvalho, mas esta história foi muito além das destruições da poderosa árvore.
O “Apóstolo da Alemanha” continuou pregando ao povo alemão que estava assombrado e não podia acreditar que o assassino do Carvalho de Thor não tivesse sido ferido por seu deus. Bonifácio olhou mais à frente onde jazia o carvalho e assinalou um pequeno abeto e disse: “Esta pequena árvore, este pequeno filho do bosque, será sua árvore santa esta noite. Esta é a madeira da paz…É o sinal de uma vida sem fim, porque suas folhas são sempre verdes. Olhem como as pontas estão dirigidas para o céu. Terá que chamá-lo a árvore do Menino Jesus; reúnam-se em torno dela, não no bosque selvagem, mas em seus lares; ali haverá refúgio e não haverá ações sangrentas, mas presentes amorosos e gestos de bondade”.
Desta forma, os alemães começaram uma nova tradição nessa noite, a qual foi estendida até os nossos dias. Ao trazer um abeto a seus lares, decorando-o com velas e ornamentos e ao celebrar o nascimento do Salvador, o Apóstolo da Alemanha e seu rebanho nos mostraram o que hoje conhecemos como a árvore de Natal.

Vídeo de Maria Nossa senhora, clique no link: https://youtu.be/ifCWN5pJGIE

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

II Congresso Nacional da S.S.V.P.


II CONGRESSO NACIONAL DA SOCIEDADE DE S. VICENTE DE PAULO
FÁTIMA, 27 E 28 DE OUTUBRO DE 2018

Aproveito para introduzir como decorreu o congresso para informar algumas partes descrita no Boletim Português de novembro para quem não pode estar presente em Fátima nos dias acima.
O Congresso decorreu no Consolata Hotel tendo como tema geral: “Carisma Vicentino – Que perspetivas e desafios para o futuro”, convocado pela Associação S.S.V.P – Portugal (Conselho Nacional de Portugal), no sentido de encetar novos caminhos e renovar o ânimo e o espírito das Conferências Vicentinas em Portugal. A sessão foi presidida por sua Ex. Ver., D. Augusto César Alves Ferreira da Silva, Bispo Emérito de Portalegre e Castelo Branco, ladeado pela presidente Nacional, Alda Maria Couceiro e pelo Confrade Francisco Ruiz Holegado, Presidente do Conselho de Zona de Cádiz / Espanha representante do Presidente Geral Internacional da S.S.V.P. por seu intermédio, enviou ao Congresso uma Mensagem. Para além destes acima estiveram presentes pela família Vicentina; Padres da Congregação e Filhas da Caridade entre muitos vicentinos e vicentinas, que depois da saudação e oração iniciais foi dado início o congresso.
Os temas foram divididos em quatro painéis e debates e, pela sua importância da exposição focarei neste artigo só o primeiro painel, remetendo para as leituras aos 2 até ao 4 painel em debate no B.P que é distribuído aos presidentes das conferências, esperando que sejam facultadas para consulta…
Ao primeiro painel tivemos como moderador o Dr. Paulo Rocha da Agencia Ecclesia e como orador o Prof. Dr. Juan Ambrósio agradecendo o convite informando que embora não sendo um vicentino teve a sua vantagem ao ler a Regra e os Princípios Fundamentais da SSVP, concluiu que o seu trabalho foi facilitado pelas inúmeras pistas encontradas, importando saber se os vicentinos estão no caminho certo e a fazer o que devem e como devem, à luz do espirito de serviço que os anima. O orador colocou a questão acerca da oportunidade do Carisma Vicentino no mundo atual, face às alterações socioeconómicas verificadas. Vale a pena continuar em conformidade com Carisma inicial? Ainda é válido ou precisa de ser reformulado? Questionou o orador.
A experiência do encontro dos vicentinos, através da visita domiciliária, tem que ser com Jesus Cristo porque não há cristianismo sem encontro com Deus, Senhor e Pai, pois o encontro tem que ter as duas vertentes: Deus e o ser humano, porque servir a Deus, nos remete de imediato para o serviço ao Homem dos nossos dias, deixando de ser um cristianismo burguês, fechado em si mesmo e longe da realidade do mundo atual. O desafio que se coloca hoje à S.S.V.P. e pela razão atrás explicita, é que não repense o seu futuro a partir de si, do seu interior, mas incumbe e que a Regra Vicentina consagra como se Carisma: Sair de si e ir ao encontro dos homens. A missão que incumbe a Igreja, carateriza-se com o seguinte tripé: Anúncio da palavra, celebração da fé e vivência da caridade, funcionando as três em simultâneo, como experiência de comunhão, fundamental na Missão da igreja.
Maia adiante o convidado afirma: Sobre o que a Regra Vicentina diz do compromisso vicentino, o trabalho vicentino não é somente ajudar o pobre quando ele precisa, mas antes prevenir as situações antes delas acontecerem, questionando a Assembleia sobre esse compromisso, respondendo com um exemplo prático, disse o Prof. Juan Ambrósio: “ Os vicentinos não devem somente tirar a água do navio que se está a afundar, devem antes prevenir que o navio se afunde pelas causas que originam a entrada da água, isto é, lutando contra as causas que originam a pobreza, sendo justos e procurando a justiça”, O orador questionou se todos não andamos a servir os pobres somente para subirmos mais uns degraus na direção do céu …
Que traços especiais distinguem a S.S.V.P. de outros movimentos?
Sendo a S.S.V.P. uma associação de leigos, que brota da dinâmica batismal, não tem que obedecer a ninguém. Os vicentinos têm de ser adultos e a sua condição batismal legitima as ações e as iniciativas e traçam caminhos, pelo que a hierarquia da Igreja não tem que se lhes opor, sendo cristão no coração do mundo, em comunhão com toda a comunidade e com a Igreja. O orador prolongou-se um pouco mais sendo importante a sua apresentação do tema:
A SSVP é uma sociedade de espírito jovem, mas aos jovens falta-lhes a sabedoria e a experiência que é necessária para enfrentar os problemas no futuro, mas não pode deixar de ser ousada e criativa, que são notas caraterísticas da juventude, que perscruta a traça caminhos novos, procurando ser espaços de aprofundamento da esperança cristã e de crescimento para os jovens.   A SSVP necessita de uma estrutura de identidade, vinda de fora. Parece que a estrutura atual é pesada. Não poderá haver uma Regra menos desenhada?
Uma Igreja poliédrica, (vidro fino e transparente, limpidez), exigindo de todos responsabilidade, em obediência ao Evangelho, segundo o Papa Francisco, que quer dizer discernir, agir, decidir e avançar com conjunto, focando como exemplo o orador uma roda de bicicleta.
Que lugar, pois, para a diversidade num momento tão exigente, para uma Igreja poliédrica?
A ação não se pode esgotar em terias e códigos, mas antes deve centrar-se no ser e fazer, numa preocupação pela pluralidade humana, buscando o seu pleno desenvolvimento.
Como tal de que modo estão a agir hoje as Conferências Vicentinas? Estão atentas a essa pluralidade, buscando todo o desenvolvimento humano? Perguntou de novo o orador.
Não havendo Cristianismo sem encarnação e é desta forma que Jesus Cristo nos interpela neste momento da história. Estamos atentos a isso?
A SSVP está no terreno, conhecendo o meio e os modos e por isso tem o privilégio de poder entrar nesse mundo da pobreza e das relações humanas sem dificuldade.
Andamos a “roubar” pobres uns aos outros ou coadjuvamo-nos na organização social, enquadrando e aprofundando o papel de cada grupo social?
As Conferências vicentinas são um grupo profético, na procura do bem comum e como projeto de Deus? Pergunta de novo o orador.
Estamos a ser grito profético? perguntou o Prof Juan Ambrósio. Quem são os Pobres? São os pobres os protagonistas da ação da SSVP., ou estão a ser utilizados por esta?
O cristianismo é indispensável para o futuro da humanidade, tenha ele o sabor que tiver e a S.S.V.P., tem uma palavra a dizer, disse ao finalizar o orador deste painel.
Seguiu-se um breve debate sobre o 1º painel, foi dito pouco mais adiante que aqui merece realçar: Os pobres não são os destinatários da nossa ação, mas irmãos como nós e membros da mesma comunidade. Os cristãos e os vicentinos são enviados à sociedade e estão no coração onde se tecem as condições sociais.
Ou se vive no coração da vida, no coração da Sociedade, ou não se vive, rematou o Prof. Dr. Juan Ambrósio.
A palavra pobre tem muito peso, desinstala-nos!


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

"Este pobre grita e o Senhor o escuta"



“Este pobre grita e o Senhor o escuta” (Sl 34,7)

Que excelente ideia a do Papa Francisco em estabelecer um dia de domingo no ano para que reflitamos sobre a situação dos Pobres!  Em sua mensagem para este dia, o Santo Padre parece fazer uma reflexão para a Família Vicentina.  É impressionante o que há de comum entre a sua mensagem e a vocação vicentina.
O Santo Padre reflete sobre a situação dos Pobres a partir do Salmo 34: “Este pobre grita e o Senhor o escuta”.  Mostra-nos em um estilo bem jesuíta, a necessidade de pensar em três verbos a que leva este salmo: “gritar”, “responder” e “libertar”.
Em primeiro lugar, o Pobre grita.   Como paralelo ao Salmo 34, a mensagem papal lembra a passagem do cego Bartimeu (do Evangelho de São Marcos – 10, 46-52) que, estando no caminho a pedir esmola, ouve que Jesus está passando e grita e repete incessantemente “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!”.  E Jesus, apesar de todo o barulho da multidão que queria que Bartimeu se calasse, escuta-o e cura-o.  Quantas vezes somos Bartimeu e quantas vezes somos o Cristo, em nossa vida vicentina?  É verdade que buscamos a cura e a dignidade do Pobre, mas às vezes necessitamos gritar como ele, para que o Senhor nos escute!  O Santo Padre se pergunta “como é que este grito que sobe até a presença de Deus não consegue chegar aos nossos ouvidos e nos deixa indiferentes e impassíveis”.  E nos exorta: “num dia como este, somos chamados a fazer um sério exame de consciência, de modo a compreender se somos verdadeiramente capazes de escutar os pobres”.  E acrescenta: “é do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a voz deles”.  Não é necessário falar muito; como vicentinos, somos chamados inicialmente a silenciar, para deixar que somente o grito do Pobre se faça ouvir.

Em segundo lugar, o Senhor responde.   Que significa responder ao Pobre?  “A resposta de Deus ao pobre é sempre uma intervenção de salvação para cuidar das feridas da alma e do corpo, para repor a justiça e para ajudar a recuperar a vida com dignidade.  A resposta de Deus é também um apelo para que quem acredita Nele possa proceder de igual modo, dentro das limitações do que é humano.  O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta que, de toda a Igreja dispersa por todo o mundo, é dirigida aos pobres de todos os tipos e de todas as terras para que não pensem que o seu grito tenha caído no vazio”.

Finalmenteo Senhor nos convida a que juntos, nós e o Pobre, nos libertemos.   Esta é a grande mística do serviço vicentino ao Pobre.  A atenção ao Pobre, como indica o Papa Francisco, não deve deixar que nos “descuidemos o que nos é próprio, isto é, levar todos a Deus e à santidade”.  E, como fazer isto?  A resposta é dada de forma direta: não somos nós que servimos, mas é o próprio Deus que serve os Pobres.  Por isso, “diante dos pobres, não se trata de jogar para ter a primazia da intervenção, mas podemos reconhecer humildemente que é o Espírito quem suscita gestos que são sinal da resposta e da proximidade de Deus.  (…)  Os verdadeiros protagonistas são o Senhor e os pobres.  Quem se coloca ao serviço é instrumento nas mãos de Deus para fazer reconhecer a sua presença e a sua salvação”.   Por isso, São Vicente chama os Pobres de nossos Senhores: Eles estão muito mais próximos do Senhor da Vida.
“Ninguém pode sentir-se excluído pelo amor do Pai, especialmente num mundo que frequentemente eleva a riqueza ao primeiro objetivo e que faz com que as pessoas se fechem em si mesmas.”  Portanto, a libertação necessária ao combate da pobreza serve também, e, em particular, para nós que servimos os nossos Senhores.
Que este Dia dos Pobres seja uma oportunidade para que possamos compartilhar a alegria que representa a nossa vocação vicentina!
Eduardo Marques Almeida





domingo, 21 de outubro de 2018

NOMEAÇÕES 2018 - Diocese do Porto



Conselho Presbiteral & 
Membros da Vigararia Vila Nova de Gaia - Norte



FAÇA-SE SABER QUE, sendo necessário constituir de novo o Conselho Presbiteral Diocesano, de harmonia com as disposições do Código de Direito Canónico (cânones 495 & 1 e 501 & 2), e tendo sido concluído o processo de eleição dos "representantes eleitos", nos termos dos Estatutos do Conselho, o Conselho de Zona Gaia Norte comunica a constituição dos seguintes seus membros:


Membros associados à Presidência 
Pe. José Augusto Nogueira de Oliveira, Vice-Reitor Seminário Bom Pastor e Director Pré-Seminário e Director do Secretariado Diocesano das Vocações.


Pelas Vigararias
Pe. António Almiro Mendes, Pároco de Canidelo Vila Nova Gaia - Norte
Pe. Renato Agostinho Freitas Poças, Pároco de Avintes Vila Nova Gaia - Norte
Porto, 18 de outubro 2018


Vigários da Vara e Adjuntos - Triénio 2018-2021  
Vigararia Vila Nova Gaia - Norte
Vigário da Vara: Emanuel António Brandão de Sousa
Adjunto: Jorge Manuel Duarte de Oliveira

Párocos da Vigararia Gaia Norte
Paróquia da Afurada (São Pedro)
Pe. Lucílio Neves Galvão

Paróquia  de Avintes (São Pedro)
Pe.Renato Agostinho Freitas Poças

Paróquia de Candal (Sr. de Vera Cruz)
Pe. António Manuel Barbosa Ferreira (a)

Paróquia de Canidelo (Santo André)
Pe. António Almiro Mendes

Paróquia de Coimbrões (Sr. dos Aflitos)
Pe. António Manuel Campanha Batista

Paróquia da Madalena (Stª Maria Madalena)
Pe. António Silva Martins

Paróquia Mafamude (São Cristóvão)
Pe. Jorge Manuel Duarte Oliveira

Paróquia de Oliveira Douro (Stª Eulália)
Pe. António Teixeira de Freitas

Paróquia Santa Marinha (Stª Marinha)
Pe. António Manuel Barbosa Ferreira (a)

Paróquia Santo Ovídio (Stº Ovídio)
Pe. Fernando Nuno Ribeiro Cruz Queiroz

Paróquia Valadares (Divino Salvador)
Pe. Emanuel António Brandão de Sousa

Paróquia Vilar de Andorinho (Divino Salvador)
Pe. Albino José Gonçalves Reis

Paróquia Vilar do Paraíso (São Pedro)
Pe. Manuel Jerónimo Nunes (SMBN) Adm.Paroquial
Pe. José Santos Guedes (SMBN) Vigário Paroquial.

nota: Caros confrades, é importante guardar estes dados para consulta e recolha no futuro. Podem sublinhar (com o rato sem largar o botão lado esquerdo) estes dados e colar para uma folha do word e dar um nome: salvar como:. . .
Para consulta do original da pagina do site da diocese, podem-no fazer:AQUI

czgn, 21 outubro 2018 _ 16:16h



sábado, 13 de outubro de 2018

network - Ozanam


Nesta 2.ª edição repasse algumas informações de interesse para os vicentinos 
em geral.

O 16º Presidente do Conselho Geral Internacional confrade Renato Lima, comunica que se encontra em curso "Formação permanente e para todos os membros" para levar a cabo esse item, foi criado a vice-presidente Internacional de Formação e Treino, liderada pela vicentina Marisa Telléz, de Espanha. Esta formação é um aposta importante par o atual presidente pois sente que existe muita falta de formação, em geral, nos vicentinos. «consultar a página,3»

REUNIÃO ANUAL DO CONSELHO GERAL. Da reunião havida do Conselho Geral, Salamanca foi atribuída a primeira edição da Medalha "Caridade na Esperança" entregue oficialmente ao Rotary Club Internacional ( a segunda medalha será entregue em junho de 2019; foram convidados os países que queiram indicar ao Conselho Geral a respeito de entidades reconhecidamente filantrópicas e que exercem um trabalho humanitário internacional realmente valioso). Em comemoração aos 180 anos do Conselho Geral, a ser celebrado em junho 2019.
Ficou decidido nesta reunião que a próxima reunião do Conselho Geral em junho de 2019, foi escolhida a cidade do Porto-Portugal. «consultar  página,5 a 8.»

ACTIVIDADE INTERNACIONAL. O Conselho Geral comunica através do Fundo Internacional de Solidariedade da SSVP, devido a inundações em Kelala na Índia, deixou 85.000 pessoas sem lar..
Na Indonésia a morte de cerca 500 pessoas deixou as restantes populações sem agua, comida, remédios e refugio devido ao terramoto magnitude 6,9 na escala Richter,. O Conselho Geral Internacional solicita ajuda que pode ser feita através para o seguinte: 
IBAN: FR76 3006 6100 411 0105 8120 614. «consultar página; 14»

A CIAD, Comissão Internacional Ajuda e Desenvolvimento da CGI da SSVP, é uma comissão administra as solicitações de fundos para projectos da sociedade em todo o mundo. 
A CIAD distribuiu em torno de mais 2 milhões de euros a 47 países entre 2016 e 2017 que financiou 30 intervenções de emergência, 32 projectos de reabilitação depois de catástrofes, 11 projetos desenvolvimento e 5 intervenções para fortalecer a SSVP.
«consultar a páginas;15 e 16.»

JORNADA MUNDIAL JUVENTUDE realiza-se nos dias 18 a 21 de janeiro 2019 no Panamá. «consultar página; 23».

JUVENTUDE SSVP, em Salamanca realizou-se o II Encontro Internacional da Joventude da SSVP. «consultar páginas; 28 a 34.»

Podem consultar a Network Ozanam na sua integra aqui neste Link:  https://famvin.org/pt/2018/09/15/edicao-2-2018-do-boletim-ozanam-network-ja-esta-disponivel/

Não esquecer a visita oficial do 16 Presidente do C.G.I. ao conselho Central do Porto e no dia 13 a Assembleia Geral Diocesana em Vilar com a presença do Bispo do Porto D. Manuel Linda.