«Somos chamados ao trabalho desde a nossa criação. Ajudar "pessoas em situação de pobreza" em dinheiro, deve ser sempre um remédio provisório. O verdadeiro objectivo deveria ser sempre consentir-lhes uma vida digna através do trabalho» Laudato Si: página 88.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Não deixe que a chama vicentina se apague


Participar de uma entidade, qualquer que seja ela, traz-nos benefícios e, ao mesmo tempo, desilusões. A Sociedade de São Vicente de Paulo não foge a essa regra, por se tratar de uma associação formada por homens e mulheres que, por natureza, são imperfeitos e pecadores. Algumas vezes temos desentendimentos com pessoas queridas por manifestarmos pontos de vista divergentes que nem sempre são bem interpretados. Isso é normal, é humano, é compreensível.




Santo Agostinho tinha uma frase que vale a pena ser repetida nos dias de hoje: “Temos que ter unidade nas coisas essenciais, liberdade nas não essenciais, mas a caridade em todas”. Ou seja, somos todos vicentinos, independente se uma decisão tomada possa nos desagradar ou contrariar. O que nos mantém ativos na SSVP é algo muito superior: a missão de servir a Cristo pela prática da caridade. Portanto, a caridade (leia-se “respeito”, “aceitação” e “perdão”) deve prevalecer em nossos diálogos e interações.
Se ingressamos na Sociedade para atender a um pedido de um familiar, fizemos errado. Se estamos na SSVP com objetivos políticos, estamos também no lugar errado. Se procuramos o movimento vicentino para gozar de prestígio e status perante a comunidade paroquial, cometemos outro engano. Fazemos parte da Sociedade porque acreditamos que é possível fazer um mundo melhor, por meio da redução das desigualdades sociais e na pregação do Evangelho a todas as criaturas. Isso sim é que nos move e deve nortear nossas ações vicentinas.
E nessa missão, temos que superar todas as adversidades e contrassensos. Não podemos deixar que nossa chama vicentina se apague lentamente a cada revés por que passamos. São Paulo tinha uma noção muito abrangente sobre os reveses que sofremos ao longo de nossa vida, ao afirmar que o que vale é a “guerra” como um todo, e não os eventuais fracassos das “batalhas” pontuais: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (II Timóteo 4, 7).
É evidente que São Paulo referia-se aos aspetos espirituais enquanto essa crônica está relacionada ao quotidiano prático dos vicentinos. Temos que agir como São Paulo: se nossas ideias não forem acolhidas pela maioria, precisamos ter a humildade de aceitar a opinião alheia e fazê-la nossa. Aliás, o desapego ao próprio parecer é uma das condições essenciais para que o confrade ou a consócia possa desempenhar bem sua missão vicentina.
Contudo, ser humilde e desapegar-se do nosso próprio parecer não significa que temos que nos omitir ante os temas que exigem maior reflexão e análise no seio vicentino. Emita sempre, com caridade e diplomacia, seus pensamentos; diga, a cada instante, suas impressões a respeito da condução dos trabalhos da Conferência ou do Conselho; contribua, frequentemente, com ideias que podem evitar que deliberações sejam tomadas equivocadamente no futuro. Enfim, aponte as eventuais falhas, ajude a consertar o que precisa ser ajustado e não tenha vergonha de pedir perdão, caso a discussão se inflame e produza resultados indesejados!
Por isso, amados confrades e consócias e demais membros da maravilhosa Família Vicentina, não deixem que a chama vicentina que está em seus corações seja apagada por qualquer motivo. Cristo, Maria, São Vicente e Ozanam não vão permitir que isso ocorra, recobrindo-nos de forças adicionais que façam com que consigamos “carregar a cruz” até o final, sem tropeços e atropelos. Não nos esqueçamos do velho ditado indiano que diz: “Ao aliviarmos o sofrimento de alguém, estamos aliviando os nossos sofrimentos também”.  Sejamos diferentes, mas permaneçamos-nos unidos, com caridade e humildade.
Renato Lima de Oliveira
16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo

domingo, 10 de março de 2019

I Domingo da Quaresma " Jesus em Oração"


Como nos diz O Evangelho do 1.º domingo da quaresma segundo São Lucas, Jesus foi tentado pelo diabo por tres vezes e à quarta desistiu.
O diabo, aqui representado por um espírito mau, tentou Jesus nos primeiros dias de Jejum, em oração, durante quarenta dias. 

Aqui transcrevo o Evangelho de São Lucas para domingo dia 10 de março 2019.

Evangelho de Nosso Senhor
Jesus Cristo segundo São Lucas.

Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito e foi tentado pelo diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda essa pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: « Está escrito: 'Nem só de pão vive o homem'». O diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-lhe num instante todos os reinos da terra e disse-lhe: « Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será  teu» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, só a ele prestarás culto'» Então o demónio levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do Templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: 'Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito, para que Te guardem'; e ainda: 'Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra'». Jesus responde-lhe de novo: «Está mandado: 'Não tentarás o senhor teu Deus'». então o diabo, tendo terminado todo a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, ate certo tempo. 


Palavra da salvação.

Uma Comunidade Paroquial 10 de fevereiro 2019


Meditando sobre o Evangelho
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Eu faço ideia a chatice por que passou Jesus com as três tentações num lugar ermo e sem comer mas, também podemos pensar: «como é que o diabo teria a capacidade de conseguir tentar Jesus?» Da mesma maneira porque passou Jesus, a nós, nos é feito o convite para que não passemos o que o povo de Israel passou pelas tentações... 

Ontem e hoje os tempos são outros: Caras magras, sem cor, que nos magoam; são as condições de habitação degradadas que nos envergonham, são os idosos abandonados outros forçados a abandonar as suas habitações, outros quer por algumas famílias, são crianças que são roubadas do ventre de suas mães, umas que dão termo à vida sem nascer, outras que os vendem porque não tem dinheiro e assim se vendem também desta vez às tentações do diabo de várias maneiras...

Então o que poderemos fazer para nos livrar destas tentações. Quando rezarmos o Pai Nosso na segunda parte em determinada altura dizemos: «Não nos deixeis cair em tentação e livrai-nos do mal»
Façamos as escolhas certas, não nos precipitemos com o facto de conseguirmos alcançar pelas escolhas fáceis que muitas vezes está espelhada no poder do dinheiro. Façamos da nossa vida de homens e mulheres uma vida de caridade e de oração. Quando estiverem assistir a uma Eucaristia, olhemos para o Senhor Jesus Cristo que foi nosso amigo dando a sua vida e sem estar com "cara de pau" cara sem cor, sorriam com alegre e agradeçamos «Tudo que Ele fez e continua a fazer foi por nós todos».
Que assim seja
Paz e Bem.  



terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O valor da visita à casa do pobre


O valor da visita à casa do pobre

“Eu vos dei o exemplo, a fim de que,
vendo o que fiz, façais o mesmo” (João 13, 15)

Certa vez, o papa Paulo VI disse: “A Sociedade de São Vicente de Paulo é a escola onde se aprende e se pratica a caridade”. É claro que uma declaração dessas não é feita por um Sumo Pontífice a qualquer momento. Paulo VI estava, com esta afirmativa, valorizando o trabalho da SSVP e mostrando a seus membros que sua tarefa é uma das mais nobres.



Segundo a Regra, o tripé da espiritualidade vicentina está centrado na Bíblia, na oração e nos ensinamentos da Igreja. E acrescento: na vida e obra de São Vicente de Paulo, do Bem-aventurado Antônio Frederico Ozanam e nos exemplos extraordinários de Nossa Senhora, ela que foi modelo de mulher e mãe.
São Vicente de Paulo, nosso patrono e inspirador-mestre, pregava que a espiritualidade residia em dois fatores: na imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo e na confiança na Providência Divina. Para imitar Cristo, Vicente ensinava a seus amigos: “Olhem para Jesus e tentem copiá-lo. Em seguida, pergunta-se o que Cristo faria no seu lugar, diante de tal circunstância”. E quanto à providência de Deus, o santo padroeiro das obras de caridade dizia: “Entreguemos tudo à sábia Providência Divina. Tenho uma devoção especial de segui-la”. E quantas vezes, em nossas conferências, Deus nos supriu nas necessidades mais elementares?
O rol de virtudes elencadas por São Vicente, integrantes da espiritualidade de todo cristão, é extenso: caridade, humildade, paciência e obediência. “Há uma falsa humildade que se assemelha à ingratidão. E a ingratidão é o crime dos crimes”, escrevia numa de suas 30 mil cartas a amigos, parentes, religiosos e discípulos. Porém, o objeto da espiritualidade vicentina são os pobres que assistimos.”1
Para que nossa ação não seja confundida com mera filantropia ou assistencialismo, é preciso que os membros da SSVP estejam ligados a Deus através de uma vida espiritual intensa.”2 Somos agraciados com a possibilidade de aprimoramento espiritual constante, pela prática da caridade e pela santificação pessoal. Somos parte de uma entidade que reúne oração e ação.
Da mesma forma que vemos Cristo na face de nossos assistidos, os pobres que visitamos devem ver as feições de Cristo em nossos rostos. Isso é um exercício constante, que envolve obstinação e perseverança. Deus nos deixou um santo caminho para nossa salvação: a SSVP. Por isso, nossa espiritualidade deve ser vivida as 24 horas do dia, em todos os instantes e lugares. Disse Jesus: “Vós fareis coisas mais extraordinárias que as minhas, se creres” (João 14, 12).
Nós, em algum momento, já paramos para refletir sobre a visita que fazemos aos nossos assistidos? Ela consiste numa espécie de sacramento, uma vez que vamos ao encontro de Jesus por meio dos mais carentes da mesma forma que o procuramos na hóstia consagrada, na Santa Missa. Aí está o centro da espiritualidade vicentina.

Renato Lima de Oliveira
16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo


Reflexão 
“1 Integralidade espiritual do vicentino mede-se na prática através das 5 Virtudes Espirituais Vicentinas. Espirituais vicentinas por si já são bastantes eficaz na nossa formação espiritual. Não podemos esquecer em qualquer assembleia a falta de espiritualidade pode ser uma ingratidão perante Deus e perante os pobres, que prefiro chamar-lhes “pessoas em situação de pobreza. (o autor é mais contendente na afirmação quanto à ingratidão, mas, prefiro salvaguardar outras formas de vida).

Um vicentino não pode ver na sua prática de visita a Casa do Pobre, como uma meta do Assistencialismo, vai mais alem; ajuda, acompanhamento de perto e formação social e espiritual.
Onde está a nossa atitude encarando o assistencialismo:
"2 Está como exemplo, distribuição das sacas sem visita a casa do pobre, que proporciona uma forma de verificar a sua dependência das conferências.
Em vez de irmos a casa do pobre chamamos que venham ao nosso encontro (tenho conhecimento que há excepções), porque há poucos vicentinos para o número de assistidos
Distribuição de sacas de géneros como capaz de natal a pessoas que entendo não precisam porque se tem necessidade devem inscrever-se na conferência e seguir serão inquiridas das suas necessidades. As conferencias não são uma instituição tipo grupos de Bem Fazer.
Depois há os que por qualquer razão pedem ajuda e quando pedimos documentos para um controlo eficaz desistem. Por outro lado, um pedido de ajuda para pessoas que tem contas em bancos e/ou carro não considero “pessoas em situação de pobreza"...
Os ditos Pobres não querem tenhamos pena deles, mas querem justiça: que justifica a defesa dos seus direitos e dignidade que aspiram a uma vida digna
Caros vicentinos, estejamos atentos com os “Pobres” e sejamos justos mas sem medo de dizer não, ou sim. 
Vicente ensinava a seus amigos: "Olhem para Jesus e tentem copiá-lo" Como diz o nosso presidente estejamos ligados a Deus através de uma vida espiritual intensa... 
Confrade Teixeira/CZGN

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Erradicar a pobreza

Nunca se ouviu tanto falar em pobreza como estes tempos mas, falar da Erradicação a pobreza nunca é por demais. Aqui deixo um texto do site do C.N./SSVP. com o titulo: Erradicar a pobreza.
Só mais uma lembrança: « O "Levanta-te e Actua" é uma iniciativa global ao apelo nos dias 17 e 19 Outubro as pessoas se levantem.

Erradicar a pobreza

Começou já a contagem decrescente para 17 de Outubro, Dia Mundial para a erradicação da pobreza. Neste mesmo dia, a Associação «Cais» promove iniciativas com o intuito de alertar a sociedade para a realidade quotidiana. Na Assembleia da República, pelas 11 horas, realizar-se-á uma conferência «Portugal Desigual» por Carlos Vasconcelos Cruz e será mostrada uma exposição de fotografia intitulada «Desigualdades».
De tarde, a Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) será palco do I Encontro Nacional de Actores Sociais. Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA pela Associação Cais realça-se que esta actividade é destinada a todos os que no “sector social, sem exclusão, exercem as mais variadas funções, da técnica de limpeza ao dirigente empreendedor e voluntário”. Neste contexto, Leonor Beleza fará uma conferência sobre “Actores sociais e direitos humanos”.
O futuro pode ser catastrófico
Ontem, em Guimarães, o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal (REAPN) alertou, em Guimarães, para o alastrar da pobreza a novas camadas da sociedade.
O Pe. Agostinho Jardim Moreira afirmou que este fenómeno não se restringe à «pobreza económica básica», uma vez que «já atingiu a classe média e está a atingir a classe académica e ex-funcionários de grandes empresas, que começam a ficar limitados, até na venda de bens, para poder subsistir».
Falando no II Encontro Regional do Norte de Pessoas em Situação de Pobreza, o sacerdote advertiu que, na actual conjuntura, «podem ir os anéis e os dedos», na medida em que tudo é imprevisível e o futuro pode ser catastrófico.
«Levanta-te e Actua» contra a pobreza 2008
O "Levanta-te e Actua" é uma iniciativa global que apela a que nos dias 17 e 19 de Outubro as pessoas se levantem, exigindo que os seus governos cumpram com as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) até 2015.
Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA manifesta que esta data “representa uma excelente oportunidade para mobilizar os portugueses para que actuem contra a dura realidade da pobreza extrema”. Portugal está também associado a esta iniciativa.
O comunicado relembra que diariamente morrem 50 mil pessoas de pobreza extrema e a desigualdade entre os ricos e pobres não pára de aumentar. Aproximadamente metade da população mundial vive em situação de pobreza.
Em 2007, a iniciativa “Levanta-te e Actua” congregou mais de 43 milhões de pessoas em todo o mundo, quebrando o recorde Mundial do Guiness. Portugal contribuiu com mais de 65 mil vozes nesta iniciativa e foi assim o país europeu que obteve um maior número de participantes.
“À semelhança do ano passado, espera-se que 2008 volte a ser um grande momento de mobilização a nível nacional acreditando que, juntos, alcançaremos pelo menos 100 mil pessoas participantes”.
Estão a ser programadas diversas acções de Norte a Sul do país, como forma simbólica de luta e protesto, entre elas concertos musicais, actividades desportivas, performances teatrais, danças, tertúlias, entre muitas.
O "Levanta-te e Actua" é coordenado, em Portugal, pela Pobreza Zero, Objectivo 2015, Desafio Miqueias e Oikos – cooperação e desenvolvimento, às quais se juntaram dezenas de organizações e associações de todo o país como co-organizadoras.Mais informações em: https://www.oikos.pt/en/projectos-cidadania-global/item/673-levanta-te-contra-a-pobreza

sábado, 2 de fevereiro de 2019

PATRIMÓNIO DOS POBRES

Para quem não tem acesso ao jornal do "O GAIATO" transcreve-se um texto, oportuno, da autoria do Padre Acilio.

O Património dos Pobres, segundo o pensamento do Pai Américo, destina-se primeiramente a auxiliar os Pobres  na sua habitação e a denunciar perante o público, as autoridades e a Igreja Católica a dramática situação de tantas famílias privadas de acesso a uma casa digna.
Não me calo, nem jamais deixarei de gritar, como faz o Papa Francisco, enquanto sentir o alheamento dos conformados pela riqueza pessoal, pelo poder politico ou religioso e pelos que têm duas, três ou mais casas, na cidade, no campo, na praia, neste e noutros países, para gozar férias e passear; não se encomodando com o frio, a doença e desanimo daqueles que não têm capacidade para enfrentar a distracção voluntária, contínua e persistente dos ricos e poderosos.
Sem casa ninguém pode viver. As barracas e os aglomerados familiares no mesmo andar, são, quase sempre, uma descida para a miséria social que recai sobre os o Estado e todos os cidadãos - Pobres remediados e ricos. A miséria desaba sobre nós como uma maldição generalizada. « exemplo» Um casal a viver num carro velho, gente madura, ele com uma pneumonia e ela, pessoa habituada a um certo recato e algum nível humano, vem ter comigo com uma carta e a recomendação do senhor Bispo para que eu lhes arranje uma casa.
- Eu não tenho casa. Era bom se as tivesse...
Mandei-os procurar no mercado imobiliário uma casa para habitarem, comprometendo-me a ajudá-los nos primeiros meses. isto aconteceu há mais de 30 dias dias e ainda não encontraram nada; pelo menos, jamais me apareceram.
Hoje, ter casas para alugar rende muito mais que ter o dinheiro no banco.
Alguns senhorios valem-se desta crise e exigem tr^s, quatro e cinco meses de caução para fazer um contrato de arrendamento!
Qual é a família pobre que tem dinheiro para estas proposta? Nenhuma.
Dei 900 euros, em cheque, à mãe de família fugida do companheiro por maus tratos e ameaça de morte, com três filhos, duas adolescentes, para alugar uma pequena xasa, sendo dois meses de caução, comprometendo-se ela a manter o reduzido andar com o seu trabalho. Mas... mesmo assim é tão dificil! Quase impossivel e só vemos um caminho de sobrevivência: - A barraca, porque debaixo da ponte ninguém consegue resistir.
(de seguida faz referencia à constituição portuguesa, aos governos exploram os pobres para canhão, não fazem greves, não reivindicam nada,etc,etc, cuja a esperança se esfumou),deixa-os. Que se arranjem.

houve que chamasse ao Padre Américo o profeta do Vaticano Segundo e foi certa medida, mas a luz daquele Concílio projectou-se na Igreja mais na Liturgia do que na CARIDADE.
Que valor terá uma liturgia animada, se na sua retaguarda não reflectir uma manifesta caridade ardente?... Se os Pobres (pessoas em situação de pobreza) são esquecidos, se os cristãos adormecem à volta do pároco ou se esses, sonhando, se lembram ou se leigos apenas para a liturgia, a catequese e umas passeatas peregrinas!... 
A proposta do Padre Américo nunca foi desactualizada por ser evangélica!: Cada freguesia cuide dos seus pobres!   

Depois fazendo uma referencia critica a algumas conferências vicentinas diz: Sim onde estão? Quem na hierarquia eclesiástica, se esforça por criar, no seu meio apostólico, conferências vicentinas com espírito de Ozanam? que fazem? como inquetam os párocos e a assembleia eucarística com o sofrimento dos Pobres e os levam ao lugar onde estes vivem?
Os párocos e os padres inquietos afligiriam os bispos e estes, incomodados, gritariam mais alto, denunciado toda a mentira política e não se comprometeriam com ela, em nada.
No final faz um apelo no seiu grito apostólico; Espero, pelo menos, que o meu grito contínuo seja ouvido pelos Apóstolos de Jesus Cristo.

O CZGN: - Será que passar cheque para a mão sem o controlo com os comprovativos é a melhor solução... O acompanhamento por perto como fazem as conferências não será a melhor solução... Esperemos que a boa intenção da ajuda, não seja desviada para outros fins e depois dão desculpa que não conseguiram ter uma casa?...






segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

# Reflexões semanais da FamVin #

É vontade da FamVin partilhar todas as 2ªs feiras reflexões do presidente do C.G.I. e confrade Renato Lima, que serão postas à disposição para consulta e reflexão a todos vicentinos e vicentinas.
O Conselho de Zona G. Norte partilhará essa ideia e se Deus quiser permitir, iremos publicar no blogue, os textos publicados e distribui-los por email às Conferências, possam ler e reflectir. Faço votos que os presidentes das conferências, aproveitem e nas reuniões possam escolher os textos como leitura espiritual como reflexão. 

Faz parte da nossa vida

Estamos muito felizes que o Ir. Renato Lima de Oliveira, presidente internacional da Sociedade de São Vicente de Paulo, compartilhe connosco uma reflexão semanal toda segunda-feira, a partir de hoje.


Um dia desses, encontrei-me com um amigo num supermercado e assim que ele me viu, imediatamente disse: “Renato, como vai você? E como vão os vicentinos?”. Aquelas perguntas sequências demonstraram claramente que nosso nome está sempre associado a algo maior, como por exemplo nosso local de trabalho, nosso Estado de origem ou qualquer entidade de que participemos.

Nosso nome está sempre relacionado ao sobrenome “Vicentinos”. É o “Sebastião Vicentino”, é a “Márcia Vicentina”, é o “Hélio Vicentino, é a “Arlinda Vicentina”. Não há como negar nem renegar. Somos vicentinos até no nosso nome. Ou seja, faz parte da nossa vida ser vicentino ou vicentina. Quando somos vicentinos de fato, vocacionados, todos percebem e nunca se esquecem. É como se fosse a “marca registada” de todos nós.
Ao contrário, quando nos deparamos com alguém que não continuou nas fileiras da SSVP, nossa primeira pergunta é “quando você voltará para a Conferência?”. Por que isso? É porque queremos que a felicidade de servir a Cristo pela prática da caridade não seja um privilégio exclusivo dos membros da SSVP. Queremos que mais católicos ingressem nessa grande rede de caridade que, seguramente, transformará o mundo.
Faz parte da nossa vida ser vicentino, como faz parte ser profissional, pai, mãe, filho, filha, estudante etc. Somos um todo, um somatório de partes que, separadamente, também são relevantes e formam a imagem que as pessoas têm de nós. Quando nos cumprimentam, inevitavelmente, somos associados ao movimento vicentino. É nosso traço maior, que se destaca dentre os demais.
Faz parte da nossa vida ir à reunião semanal da Conferência. Quando faltamos, por algum motivo, ficamos tristes e saudosos da convivência harmónica entre os confrades e consorcias. Faz parte da nossa vida comparecer às Festas Regulamentares e, quando não podemos participar, também temos aquele sentimento de perda que só nós sabemos o que representa.
Faz parte da nossa vida visitar os pobres nos locais onde residem. Se nos ausentamos, sentimos que falta-nos algo de muito importante: a amizade e o carinho dos assistidos. É como perder uma jóia de valor numa floresta densa e copada. Também faz parte da nossa vida participar da santa comunhão; se não vamos à mesa eucarística, nossa semana é vazia e nosso domingo fica sem graça e sem sabor.
É por tudo isso que somos vicentinos, pois faz parte da nossa vida a prática constante da caridade e da solidariedade, o apoio a quem sofre, a vontade de fazer um mundo melhor, a obsessão pelo fim da miséria e da exclusão social. Faz parte da nossa vida raciocinar assim, pensar assim, olhar o mundo dessa maneira, agir assim. É por isso que sempre desejamos que nossos familiares e amigos também se tornem vicentinos. Agora, responda-me você: ser vicentino faz parte da sua vida?
Renato Lima de Oliveira
16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo

NOTA:
Podem enviar mensagens para: https://famvin.org/pt/contacte-nos/
Texto do site:  https://famvin.org/pt/2019/01/28/faz-parte-da-nossa-vida/



domingo, 27 de janeiro de 2019