"Eu gostaria de abraçar o mundo inteiro em uma rede de caridade"
António Frederico Ozanam

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os Pobres de ontem - uma comunidade hoje.


Ontem houve, amanhã haverá sempre pobres, mas, hoje á muitas mais pessoas algumas delas idosas, pobres ou remediadas, que querem arranjar um lar para passar os seus poucos dias de vida, (não sabemos quantos), mas são pessoas como “nós que estamos a ler” e que “nos achamos uns sortudos” -  “ainda não chegou a nossa vez” pensamos dizia eu, pessoas que esperam e desesperam por um lugar acolhedor dum Lar, uma cama e roupa lavada, assistência medica, um banho quente, mas, também, sabemos que não existem lares que cheguem para tantas pessoas, para tantos doentes, para tantos idosos. Acho que fazemos cálculos em demasia. Ah, ainda não chegou a minha vez… um dia chegará…

Alguns ou maioria dizem: “cabe ao Estado porque está na Constituição Portuguesa cuidar dos pobres e dos doentes” … É verdade, talvez, mas, não podemos estar agarrados ao Estado e quando estamos ficamos prisioneiros da vontade do governo, falta-nos a liberdade de escolha. No caso ao Estado as despesas são partilhadas por todos os portugueses no OGE. Talvez, possamos pensar assim, ser uma comunidade nacional ter vontades na partilha o que lhes é emprestado por Deus, talvez o mais digno, mas, digno é sermos um todo quando temos vontade de fazer algo.
Dizem; eu também subscrevo; para isto é preciso dinheiro!
A Espiritualidade Vicentina será só quando temos dinheiro ou vontades?

Não é preciso a TV para nos reportar as notícias, mas, “talvez façam bem, serve para denunciar” aí a comunicação social tem um papel importante…
Continuamos a ver pessoas que vivem na rua, a qual rotulamos de excluídos da sociedade, onde não têm sítios onde ter o mínimo de higiene, tomar banho, ter uma toalha para se limpar, no mínimo não tem essas possibilidades com algumas excepções.
São os puros excluídos da sociedade que foram empurrados, outros por opção porque perdem a família, o emprego e mostram à sociedade em geral na rua, que também são pessoas Eles mostram-se, mostram-se, mostram-se... Eles deambulam pelas ruas das freguesias à procura de um quarto de banho, mas existe exclusão nas nossas cidades onde não existem hoje os balneários públicos.
Em conjunto o que se pode fazer, para alterar apoiar os pobres, os excluídos para que possam ser tratados com a dignidade de homens e mulheres.

Entre várias possíveis respostas poderá passar por aqui: - O Albergue Nocturno do Porto - A.N.P., tem nas suas mãos, a meta de alargar mais oferta aos Pobres-excluídos. O objectivo é dar dignidade a quem mais precisa e melhorar o conforto. O diretor da AANP- Associação dos Albergues Noturnos do Porto sr. Miguel Neves, admite que seu sonho é que um dia deixe de haver sem-abrigos na cidade.
As obras de fundo no edifício, que tiveram inicio em Julho de 2015, e se estima que terminem até ao final deste ano, vão permitir albergar um total de 75 sem-abrigos – 60 homens e 15 mulheres – com quartos servidos de aquecimento central, novas instalações sanitárias e chão e paredes renovadas. Consulte aqui: Albergue Nocturno do Porto.
Miguel Neto diz que todos os donativos são bem-vindos, “Podem ser 15 euros, que dão para compra lençóis, ou podem ser 200 euros que dá para comprar uma cama”, exemplifica aquele responsável. Que a comparticipação da Segurança social não é suficiente para apoiar o aumento da capacidade de alojamento, a partir de Janeiro do próximo ano.

Caros confrades, vicentinos, “TODOS”, mas todos temos a ganhar com a iniciativa da ANP e proporia pensar; chegarmos à simples conclusão; se eu colaborar com o ANP, estou indirectamente a resolver muitos problemas de pobres e excluídos que pedem ajuda às nossas Conferências. Quem quiser pode fazer chegar com o seu donativo da seguinte forma:
Monetário:
Ø  Transferência bancária para o IBAN: PT50.0007.0431.0002.4380.0038.8 cheque ou numerário.
Ø  Consignação de IRS: Pode consignar, sem qualquer encargos para o doador, 0,5% do IRS liquidado à nossa Instituição, bastando para o efeito preencher o CAMPO 1101 DO QUADRO 11 NA FOLHA DE ROSTO COM O NIF: 500.850.542
Mais informações: Marketing e angariação de Apoios: 966.685.955; direcção@alberguesporto.com

Uma razão para este apelo: Não posso esquecer ainda sobre às dificuldades de justiça, recordo aqui e agora, uma das muitas mensagens do Papa Francisco dirigida tempos atrás aos religiosos e religiosas de Itália, numa 4ªfeira em Roma, a favor ainda dos refugiados que entram em Itália: Caros irmãos religiosos e religiosas em Cristo. Se algumas instituições religiosas tenham espaço, edifícios disponíveis que possam por à disposição dos refugiados, dos pobres e dar guarida em vez de transformar em hospedarias e/ou hotéis de luxo, seria estar ao serviço de Deus através dos mais necessitados, era “Abrir as Portas à Misericórdia de Deus”.
Não poderei deixar de fazer o desafio a todos os Vicentinos da Diocese do Porto. Este ano, na quadra natalícia ou fora dela, não poderemos colaborar fisicamente e/ou monetariamente com esta Instituição que tantos assistidos ajuda?

No Ano de 2017 a Congregação da Missão vai comemorar os 400 Anos onde São Vicente de Paulo deu o seu primeiro passo em Folleville e depois em Châtillon já como pároco se lança sem dinheiro, sem meios de transporte próprio, a formar o que é hoje a Congregação da Missão, destinada a evangelizar aldeias. Ele que foi convencido pelo seu pai a ir estudar para uma instituição religiosa (porque naquele tempo não havia escolas publicas), a fim de poder ter uma vida melhor mas, Deus trocou-lhe os passos e mostrou-lhe que a sua vida melhor era, olhar pelos pobres. Assim foi.
Saibamos nós Vicentinos fazer render os nossos talentos e mostrar que queremos ser como foi Pe. Américo, como foi nosso Patrono São Vicente de Paulo, não tinha carro, foi à luta.
O nosso Papa Francisco recentemente fechou as Portas, mas não disse que as Portas se fechariam de vez, pois ele continua aberto. “Com Maria, Renovai-vos nas fontes da alegria”.


Tu. Vicentino pensa diferente!
Fernando Teixeira

Dezembro 2016

1 comentário:

  1. Eu daria um vintém se partilhasem comigo eate texto por outros amigos. Era sair da casca ovo.

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