«Somos chamados ao trabalho desde a nossa criação. Ajudar "pessoas em situação de pobreza", deve ser sempre um remédio provisório. O verdadeiro objectivo deveria ser sempre consentir-lhes uma vida digna através do trabalho» Laudato Si: página 88.

domingo, 24 de julho de 2016

Fundadores



Santa Luisa de Marillac 

Fundadora, com São Vicente de Paulo, da Companhia das Filhas da Caridade. Nasceu em agosto de 1591. A Sua festa celebra-se a 15 de março de 1660, dia da sua Morte. Foi canonizada a 11 de março de 1934.
Sua Santidade o Papa João XXIII proclamou-a Patrona das Obras de Justiça Social a 15 de Março de 1960.

Jovem de fé e de grandes aspirações:

Luísa foi uma jovem de grande sensibilidade, marcada por experiências profundas, e dolorosas, desde o seu nascimento.
Foi educada como pensionista, primeiro num sumptuoso convento e depois numa modesta pensão de bairro. Não conheceu a mãe.
Durante os seus anos de formação aproveitou ao máximo para cultivar os seus talentos artísticos e suas qualidades de uma sensível feminilidade: pintura, composição, lavores, trabalhos domésticos...
Foi uma jovem que se sentiu fortemente atraída para Deus. A sua família, de nobre linhagem, é também gente de fé e caridade.
Inclinada à entrega total na vida religiosa, não pode realizar as suas aspirações por causa de sua débil saúde, mas sabe descobrir através da oração e da consulta com o seu Confessor, que Deus tem outros desígnios sobre Ela.


Esposa e mães exemplar: 

Luísa chegou ao matrimónio convencida de que esse era o caminho que Deus queria para ela. Depois de um ano de casada experimenta a alegria de ter um filho, o pequeno Miguel António, que enche de alegria o lar.
Aqui no seu lar, Luísa dá largas às suas qualidades femininas:
 - Ternura e capacidade de sacrifício. Ama ternamente o seu filho, e cuida com grande delicadeza a seu marido, que não tem muita saúde.
- Paciência e bondade. Sabe descobrir o lado bom das saídas de carácter do seu marido, e manter a calma ante o seu filho inquieto por temperamento.
 - Responsabilidade e procura. Preocupa - se com a boa educação do seu filho: consulta, busca, luta.
 - Caridade. Dedica tempo para visitar e a atender os Pobres, socorrendo-os nas suas próprias casas quando o trabalho doméstico do seu lar o permite.
Mulher de fé, mulher de procura, soube novamente encontrar na oração encontrar na oração em direção do seu confessor, a interpretação correta dos sofrimentos que a afligiam.


Alma provada pela dor e iluminada pela luz do alto

No meio dos seus compromissos no lar, no âmbito social e com os Pobres, Luísa não esquece aquela forte aspiração que teve na sua juventude de se entregar totalmente a Deus.

Isto lhe trouxe no decorrer do tempo, uma época de crise espiritual e de temores. Esta crise se despoletou por ocasião de uma grave enfermidade de seu esposo, e por conflitos na vida de seu filho... Acreditava que tudo isto lhe sucedia como um castigo de Deus por não ter sido religiosa. Foi uma época difícil para Luísa, uma tremenda noite escura.

O mesmo Espírito Santo atuou sobre ela de maneira especial, como o fez um dia sobre os apóstolos enchendo-os da sua luz e da sua fortaleza. Foi para ela uma experiência de total libertação que a levou a assumir com coragem renovada as realidades do seu quotidiano no lar e na assistência aos pobres.

Mulher cheia de dinamismo e criatividade

Sem descuidar a atenção devida ao seu filho, procura entregar-se com uma maior doação às necessidades dos pobres.
1.      O contacto com S. Vicente de Paulo, o padre dos pobres, leva-a a descobrir novos horizontes de caridade e de serviço
A sua vida abre-se de todo à ação caritativa e social atuando como:
1.      Incansável serva dos pobres
2.      Visitadora experimentada das confrarias da caridade
3.      Fundadora com S. Vicente, da Companhia das Filhas da Caridade
4.      Formadora de catequistas
5.      Mãe de crianças abandonadas
Os Homens santos não morrem, 
permanecem vivos nas suas obras e naqueles que seguem o seu espírito.



Assim sucede com Luísa de Marillac.
O seu nome e a sua inspiração estão presentes em cada uma das ações que se realizam através da Companhia das Filhas da Caridade.


S. Vicente de Paulo


Vicente de Paulo nasceu numa família de camponeses a 24 de Abril de 1581, na aldeia de Pouy no sudoeste de França.
Estudou teologia na Universidade de Tolosa, e foi ordenado sacerdote aos 19 anos. Completou os seus estudos teológicos quatro anos mais tarde.


Aproveitou o seu estatuto de sacerdote, para escapar a vida monótona da sua aldeia e partiu para Paris.

Aí, Vicente encontrou um guia espiritual de grande sabedoria, Pedro de Bérule, que pouco a pouco o ajudou a compreender que ajudar os outros era muito mais importante que seguir as suas ambições pessoais. Durante alguns anos, Vicente esteve como pároco na Paróquia de Clichi, perto de Paris.

Em 1613 foi nomeado preceptor dos filhos do General das Galés em França

Em 1617 tornou-se o capelão dosgalerianos. Ele tinha a seu cargo, o cuidado espiritual dos camponeses que viviam nas terras pertencentes aos Senhores de Gondi.
Aos poucos, Vicente começa a descobrir o caminho dos pobres. Inicia o caminho da conversão.

Para responder às necessidades dos pobres do seu tempo, Vicente empreende várias Fundações: 
As Confrarias das Damas da Caridade – 08 de Dezembro de 1617, primeiro em Paris, depois em toda a França.
Vicente convenceu-as a consagrar uma parte do seu tempo e do seu dinheiro a ajudar os pobres.

Criou vários hospitais, dos quais, um em Marselha para cuidar os condenados às Galeras.


Muitas vezes foi solicitado a agir como mediador nas guerras de religião que dilaceravam a França.

Congregação da Missão em 25 de Janeiro de 1625. 

Vendo a pobreza espiritual dos camponeses, lentamente influenciou alguns sacerdotes jovens com os quais decidiu fundar a Congregação da Missão, cujos sacerdotes são muitas vezes conhecidos pelo nome de “Lazaristas”. Dedicaram-se então a trabalhar com os camponeses que viviam nas proximidades de Paris, anunciando-lhes a Boa nova do Evangelho e ajudando-os também nas suas carências espirituais distribuindo-lhes roupa e alimentos.


As Filhas da Caridade a 29 de Novembro de 1633. 

Com Luísa de Marillac, uma mulher dotada de grandes talentos espirituais e de grande sensibilidade, fundou a primeira congregação, cujos membros se consagraram inteiramente ao serviço dos Pobres, fora do Claustro: a Companhia das Filhas da Caridade.
Dedicou-se também à Formação do clero, nos Seminários...


Vicente era um homem de acção mais que um teórico. A Sua força interior era comunicativa. O Seu espírito era simples, prático e directo. Olhava Cristo como seu Mestre e procurava traduzir a mensagem do Evangelho em realizações concretas.

Organizador nato, Vicente era também um homem de uma fé profunda, um homem de oração. Um místico. A imensa gama de serviços que ele criou para os pobres não somente o fruto de uma simples filantropia. Enraíza-se no Evangelho na perspectiva de Mateus 25, onde Jesus nos Diz:

“O que fizerdes aos meus irmãos mais pequeninos é mim que o fazeis”


São Vicente de Paulo faleceu em 27 de Setembro de 1660 com fama de santidade.

A sua canonização ocorreu em 16 de Junho de 1737, pelo Papa Clemente XII. Em 12 de Maio de 1885 foi declarado, pelo Papa Leão XIII, patrono de todas as Obras de Caridade da Igreja Católica.


Frases de S. Vicente de Paulo 

"Amemos a Deus, meus irmãos, amemos a Deus, mas que isto seja à custa dos nossos braços, e com o suor dos nossos rostos".

"Se dez vezes ao dia visitardes os pobres, dez vezes ao dia encontrareis Jesus Cristo".


"É preciso que vós e eu tomemos a resolução de jamais faltar à oração diária. Digo: diária, minhas Filhas, mas se pudesse, diria: não a deixemos nunca".

"Depois do soberano amor de Deus, a segunda coisa que Deus vos pede é que vos estimeis mutuamente, como irmãs que Ele uniu com laços de seu amor".


sexta-feira, 22 de julho de 2016

"O Tempo Não Pára" nas férias

As Férias, que todos aproveitam nesta época de verão são benéficas à saúde, ao descanso, ao retempero de forças físicas e mentais, em suma, necessárias. Sim, férias que eu aproveito deste lugar desejar a todos.
Abaixo vos dou musica cantada pela Marisa. " O Tempo não Pára "...
Vicentinos, não deixes parar o "TEU Tempo". Um confrade, vicentino como se queira seja tratado e que se diz da sociedade vicentina não pode parar. Aproveite o tempo para ler, meditar, reflectir, temperar as vontades para que depois no retomar da tua missão na caridade faças o que tem que ser feito e sem rodeios, sem medos de seres criticados, censurado por um "porventura censura empacotada" de pessoas que não gosta de ser criticada, que tem medos que o seu lugar esteja em causa aqui na terra como no céu.... Servir, é estar à disposição de ser um Cristão ou não, com alegria, bondoso mas correto, sóbrio nas escolhas mas sem rancor e humilde sem se deixar humilhar. 

Humildade como deferiu S.Vicente Paulo é; a virtude que dá a característica essencial à missão; ajuda-nos a livrarmos da nossa auto-suficiência, a reconhecer a nossa dependência do amor de Cristo.
Se ajudares um Pobre a libertar-se da sua dependência estas a contribuir para a sua auto-suficiência dos saberes da vida que Deus quer em cada um.      
Se tiveres dons de virtude está a cumprir a tua missão. Antes de agires, retempera o teu espírito e pede a Deus a força suficiente de poderes dizer sempre, SIM, ao compromisso anteriormente assumido.  Um Vicentino é ou não é! O vicentino é activo e efectivo, está lá, sempre.(svp).
Não recuses a coloca-se entre os dois senhores a combater as dificuldades. (f.o.) 



DEIXE O SEU COMENTÁRIO, SE ENTENDER PARTICIPAR. OBRIGADO.
O vosso Presidente.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Adão & Eva até aos 49 anos 1 jubileu.

Adão & Eva
Aos longos destes anos a minha mente anda como um ponteiro de relógio, para lado para outro, sempre com duvidas como teria começado a nossa existência até aos dias hoje. Então resolvi fazer uma pequena pesquisa e acabei por descobrir, penso eu. Adão e Eva cometeram incesto? Para mim entendia que sim, não tinha muitas duvidas e ainda não tenho pois nos princípios dos princípios era uma pratica haver casamentos entre familiares de mesmo sangue, teremos que recuar ao inicio do 1 Jubileu, que foi a partir 50 Ano existência dos primeiros habitantes da terra.

Passarei a divulgar de uma forma rápida como Adão e Eva que a partir do ano 49 de existência tiveram 3 filhos; Caim, Abel e uma rapariga com o nome de Avan e não dois. Foi assim:   

Segundo consta na História de Adão e Eva no Livro em Jubileus 3:15, 3:17 diz; que Adão e Eva estiveram durante sete anos no paraíso: e diz que aos sete anos, dois meses e dez dias, a serpente veio e tentou a mulher. Então o casal Adão e Eva foram expulsos do paraíso. Segundo diz o Livro dos Jubileus, quando Deus expulsou do paraíso, fechou a boca dos animais e até os animais foram espulsos do paraíso. O livro diz também que Adão e Eva "não tiveram filhos antes do primeiro jubileu, ou seja, não tiveram filhos antes de seus primeiros cinquenta anos. De acordo com o 4.9, os filhos de Adão, casou-se com sua Irmã AVAN e em 4.31, há o relato que Caim morreu quando a sua casa desabou sobre ele, no final do mesmo jubileu que Adão morreu. (fim de citação)

Aqui vem a resposta que é lida do Livro dos Jubileus: De acordo com 4.9 Caím, filho de Adão, casou-se com sua irmâ Avan. Então pode-se chegar a este raciocínio, Adão e Eva tiveram tres filhos.
Eu pensava para comigo, que teria que ter havido incesto entre os filhos e Eva, para dar continuidade aos dias de hoje. Portanto está desfeita a dúvida, Caim casou com sua irmã Avan. daí o mundo evoluiu até chegarmos aos dias de hoje.
Nota. Podem ainda recolher mais informação, aqui neste link ;História de Adão & Eva

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Eleição Presidente Conselho Zona Gaia Norte

Eleição
  
Conforme determinação na REGRA, a (18) dezoito de junho dois mil e dezasseis realizou-se ato eleitoral decorreu normal, foi dado cumprimento ao estipulado ao artigo quarente e oito (48ª).  A presidente da comissão eleitoral a vicentina: Arminda Jesus Leite Marques, depois de ter conferido a qualidade do direito a voto, procedeu à eleição por voto secreto. Das quinze conferências foram apurados (8) oito votos a favor considerados validos retirados da urna, resultou numa percentagem de 0,53%. Assim a presidente da comissão Eleitoral informou a eleição do confrade Fernando Maria Neves Teixeira, presidente do C.Z.G.N., para o quadriénio 2016/2020.
O Confrade agora reconduzido, agradeceu o voto de confiança manifestada, de seguida o presidente eleito, apresentou a todos presentes a composição dos membros da Mesa:


Presidente: Fernando Maria Neves Teixeira
Vice-Presidente: Arminda Jesus Leite Marques
Secretária: Anabela Pereira Lima
Tesoureiro: Miguel Joaquim Pinto Castro
Vice-Presidente de Jovens: Susana Maria Mocetão Costa
Vogal: Mimosa Rodrigues Guerra
Vogal: Adília Sousa Miranda Pinto
Assistente Espiritual: Diácono Manuel Augusto Silva Maia


O Conselho de Zona Gaia Norte

Mafamude-Gaia 2016-06-18

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Virtudes da Espiritualidade Vicentina em Ano Misericórdia

Simplicidade

A virtude da Simplicidade educa-nos na capacidade de desenvolver os valores da verdade, da sinceridade, da transparência. Viver plenamente a simplicidade nos ajudará a evitar ser falsos uns com os outros e muito menos com o povo; por esta virtude somos chamados a ser simples, a dizer as coisas como são, sempre com sinceridade em relação à outra pessoa.

Diante dos desafios que o pluralismo de ideias e de valores e contra-valores que a sociedade capitalista nos impõe, precisamos ficar mais atentos em relação à nossa postura junto ao povo e o cultivo de valores que não são transitórios, mas base para a vida com dignidade. Um desses valores é o cultivo da simplicidade. O povo ao qual procuramos evangelizar se aproximará de nós mediante nossa postura diante dele. A simplicidade impregnada em nossos actos possibilitará essa pedagógica aproximação do povo mais simples a nós e vice-versa.

O próprio São Vicente definiu na sua vivência a importância desta virtude na vida de um vicentino: “A simplicidade é a virtude que mais amo, eu a chamo de meu evangelho” (SVI,284).


Humildade

São Vicente de Paulo define a Humildade como a virtude que dá a característica essencial à missão na Pequena Companhia. A humildade é a virtude que nos toma capazes de reconhecer e admitir nossas fraquezas e limitações, criando assim a possibilidade de confiar mais em Deus e menos em nós mesmos.

A humildade ajuda-nos a nos livramos da nossa auto-suficiência, a reconhecermos nossa dependência do amor do Criador e nossa interdependência comunitária. Ao mesmo tempo, a humildade nos capacita para reconhecer nossos talentos, talentos que devem ser postos a serviço das outras pessoas.

É a virtude que permite aos pobres aproximar-se de nós. É a virtude que nos ajuda a ver que todos somos iguais aos olhos de Deus. A vivência desta virtude educa-nos e capacita-nos, em contrapartida, para aproximar-nos progressivamente dos Pobres. Esta virtude nos impulsiona a um processo contínuo de inculturação no mundo dos pobres, encorajando-nos a um esforço de identificação com os mesmos.


Mansidão

Etimologicamente, mansidão vem de “mansuetude” e manso de “mansus”, forma do latim vulgar de “mansuetus”. Tem um significado de comportamento aconchegante, familiar, doméstico. Conceitualmente, a mansidão se entende como a força, a virtude, que permite a pessoa moderar rapidamente a sua ira e indignação. A razoável indignação pode ser com frequência sã e saudável, transposição licita da sobrecarga psicológica a um ato de zelo pela glória de Deus, pela justiça ou pelo bem do próximo.

A mansidão não é agressiva, raivosa, barulhenta. Certamente é uma virtude chave na comunidade. É a virtude que ajuda a construir a confiança de uns nos outros, porque, quando somos amáveis, os que são tímidos se abrirão em relação a nós. Por estas razões podemos dizer que a mansidão é a virtude por demais vocacional, como constatou o próprio São Vicente: “Se não se pode ganhar uma pessoa pela amabilidade e pela paciência, será difícil consegui-lo de outra maneira” (SV VII,226).

A mansidão inspira um trato suave, agradável, educado e fundamenta a tolerância, valor este muito importante para a convivência em uma sociedade plural em que o respeito à pessoa e à sua liberdade deve ser uma lei indiscutível.


Mortificação

Por esta virtude somos interpelados a morrer para nós mesmos. É a virtude que pede que nos entreguemos totalmente, pensemos primeiro nos outros, pensemos especialmente nos Pobres antes de pensar em nós mesmos. Esta virtude educa-nos para o altruísmo em detrimento do nosso egocentrismo.

Assim nos diz São Vicente: “Os santos são santos porque seguem as pegadas de Jesus Cristo, renunciam a si mesmos e se mortificam em todas as coisas” (SV XII,227).



Zelo Apostólico

Podemos identificar o zelo apostólico com paixão pela humanidade. O zelo é a consequência de um coração verdadeiramente compassivo. Trata-se da paixão por Cristo, paixão pela humanidade e paixão especialmente pelo Pobre. O zelo é uma virtude verdadeiramente missionária. Expressa-se em forma de disponibilidade, de disposição para o serviço e a evangelização, mesmo quando as forças físicas já estão decadentes.

Assim sendo relacionado com o zelo está o entusiasmo, que leva à acção. Podemos entender o zelo como uma expressão concreta do amor efectivo, que é motivado pela compaixão, ou amor afectivo.



nota rodapé: adote estas cinco frases como reflexão na sua reunião.  

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Santa Elizabeth Ann Seton

Elizabeth Ann Seton nasceu a 28 de Agosto de 1774 em Nova Yorque. Será filha de Ricardo Bayley e Caterina Chariton. Foi batizada e educada na Igreja episcopaliana. O pai, médico e cirurgião de renome, foi o primeiro delegado de Saúde no Porto de Nova Yorque e depois professor de anatomia no colégio Real (Universidade de Colúmbia). Eleizabeth cresceu em Nova Yorque e em Nova Rochelle. A 25 de Janeiro de 1794, Elizabeth Ann  casou com William Magee Seton, filho de uma família rica de armadores e habitava em State Sreet, em Manhattan. O seu casamento foi abençoado com o nascimento de três meninas e dois rapazes. Infelizmente, William depressa cai doente atacado por terrível tuberculose. Ele parte para Itália acompanhado por Elizabeth e a sua filha mais velha, Ana, com esperança de recuperar a saúde. Mas ele morre a 27 de Dezembro de 1803, deixando-a viúva com 5 filhos e apenas 29 anos.
A Família Felicchi de Livorno, em Itália, sócios de negócios e grandes amigos de Elzabeth e William, oferecem-lhe hospitalidade, apoio e consolação. Elizabeth Anne, que era muito especial, ficou muito tocada dela devoção e a fé da família Felicchique era católica. Um ano depois. do seu regresso a Nova York, Elizabeth decide converter-se ao catolicismo e a 14 de Março de 1805, é recebida na igreja de São Pedro em Barclay Street. Esta decisão custou muito a Elizabeth por causa do afastamento da sua família e das suas amigas. Os anos seguintes são muito duros para Elizabeth. Viúva, com cinco filhos, sem meios económicos para os sustentar por causa da falência do empresa familiar, pouco antes da morte de William e sem poder contar com o apoio da sua família e dos seus amigos. Em Junho de 1808 o Padre William Louis Dubourd, padre sulpiciano, de MarYland, encontra Elezabeth durante uma visita a Nova York e convida-a a mudar para Baltimore. prometendo-lhe abrir aí uma escola para meninas. 
Graças à generosidade de um benfeitor, a escola pode instalar-se em Emmitsburg, Maryland. 
Esta nova obra começou em 31 de Julho de 1809 em Sant José Valley. Em breve, este projecto atrai outras mulheres que lhe seguem os passos para se consagrar à instituição dos crianças pobres, começando a Comunidade das Irmãs da Caridade.
A 17 de Janeiro de 1812, Elesabeth recebe a confirmação oficial das regas e das Constituições das Irmãs da Caridade nos Estados Unidos. Esta Regras são redigidas com base nas Regras comuns da Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, fundadas em França por São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac em 1633.Assim nasceu a primeira comunidade religiosa americana. 
Muito antes de ser acolhida na Igreja Católica, Elizabeth tinha descoberto Cristo nos pobres, especialmente nas mulheres e nas crianças carenciadas. 
A santidade de Elisabeth foi reconhecida por causa da sua busca da vontade de Deus na sua vida e pela sua felicidade em responder-lhe. a sua santidade enraíza-se na sua fidelidade à oração e à liturgia na Igreja protestante episcopaliana do seu tempo. Fiel praticante da Paróquia da Santíssima Trindade, ele orava longo tempo diante do santíssimo sacramento na vizinha capela de São pedro, que era católica. 
Morreu a 4 de Janeiro de 1821 em Emmitsburg, com 46 anos. 
A 25 de Março de 1850, a Comunidade de Emmitsburg uniu-se à Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo de França.
A 17 de Março de 1963, Elisabeth Ann Seton foi beatificada pelo Papa João XXIII.
Foi canonizada em Setembro de 1975, por Paulo VI.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

"A Regra" Secções VI a X Artigos 49 a 58.º Sociedade São Vicente Paulo

                                                                                          
Artigo 49.º
(Funções)

1. As funções do Presidente de cada Conselho são as indicadas no Artigo 24.º, com as devidas adaptações.

2. O Presidente é membro de direito do Conselho de que depende directamente.

3. Compete ao Presidente de um Conselho poder estabelecer auditorias à Conferências, aos Conselhos e às Obras Especiais que dele dependem.

Artigo 50.º
(Demissão)

1. O Presidente do Conselho Nacional pode demitir o Presidente de um Conselho, se razões graves e fundamentadas o justificarem, após audição do visado e dos Conselhos interessados.

2. Ao visado assiste o direito de apelar para o Conselho Nacional Plenário ou para o Presidente Geral.

Secção VI
A MESA

Artigo 51.º
(Composição, nomeação e duração do mandato)

Em cada Conselho,  o Presidente é assistido por uma Mesa cuja composição, nomeação e duração de mandato deverão estar em conformidade com o disposto na Secção VI do capítulo I deste Regulamento.

Artigo 52.º
(Funções dos dirigentes)

As funções do presidente, Vice-presidente, Secretário e Tesoureiro devem exercer-se no mesmo espírito e nos mesmos termos que as dois responsáveis das Conferências.

Secção VII
RECEITAS E DESPESAS

Artigo 53.º
(Regras Aplicáveis)

Com as devidas adaptações aplicam-se aos Conselhos as regras enunciadas na Secção X do capítulo I e, quanto à parte aplicável, nos Artigos 83.º e 84.º

Artigo 54.º
(Actos obrigatórios)

Cada Conselho deve elaborar anualmente o seu orçamento e plano de Actividades e apresentar as suas contas e o respectivo Relatório ao Conselho imediatamente superior, juntamente com a Avaliação do Serviço Vicentino realizado durante esse ano.
nota-: À Conferencias que descoram este artigo no plano de apresentação de um "orçamento financeiro", actividades no ano. Existe conferências pelo valor das coletas quase não reúnem. reuniões são de actos de partilha de nós próprios aos outros.
Uma boa conferência funcionará bem se fizerem das reuniões actos de partilha de nós, aos outros. Relembro que uma Conferencia não «é o grupo de bem-fazer», que de vez enquando se vão encontrando. Deve, a Mesa, ser a primeira a rever os métodos e também os orçamentos a elabora ano seguinte:há conferencias que labutam com o seu trabalho vicentino com dificuldades financeiras de; falta de iniciativas de angariação fundos directamente para as suas conferências. Está contemplada nos Q.E, a cota de subscritores. As Conferências deviam de procurar ser, mais autónomas no sector financeiro.    


Secção VIII
CONSELHOS DE ZONA

Artigo 55.º
(Denominação e âmbito)

1. Os Conselhos de Zona tomam o nome da localidade, conjunto de localidades ou vigararia que coordenam. 

2. Têm âmbito geográfico, embora em certos casos se possam admitir Conselhos de Zona para coordenarem Serviços Especiais ou Conferências com um serviço de actividade específica. 

Artigo 56.º
(Coordenação de Conferências)

Por motivo de organização funcionamento e eficácia, não devem os conselhos de Zona coordenar mais de vinte Conferências.

Secção IX
CONSELHO CENTRAIS

Artigo 57.º
(Denominação e organização)

1. Os conselhos Centrais tomam o nome da diocese onde se localizam.

2. Por motivos de organização, os Conselhos devem providenciar no sentido de que todas as Conferências se enquadram em Conselhos de Zona.

Secção X
JOVENS

Artigo 58.º
(Inserção e nomeação do Coordenador)

1. Em cada Conselho (de Zona, Central ou Nacional) será nomeado, pelo Presidente do Conselho respectivo, um Vice-Presidente para os jovens, com idade máxima de 35 anos (onde seja possível), tendo por missão a coordenação das actividades dos jovens vicentinos, animando e promovendo actividades e podendo colaborar com outros organismos da Pastoral Juvenil da respectiva área de acção, mas sempre integrado na vida da SSVP.

2. Nos Conselhos onde não haja ou seja pouco notória a presença de jovens vicentinos, deverá ser missão específica do Vice-Presidente a elaboração de projectos e meios de acção no sentido de rejuvenescimento da sociedade através da integração de jovens vicentinos em Conferências da respectivas área.

«não dispensa consulta a Regra»