"Eu gostaria de abraçar o mundo inteiro em uma rede de caridade"
António Frederico Ozanam

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sr Vicente e Jeanne

As últimas palavras são sempre as que marcam mais no pensamento de um espectador, recostado a ver qualquer filme. Fica sempre na nossa memória algumas partes ou na sua maioria as imagens que se vê de um filme mas, as últimas palavras, são as mais importantes, a melhor parte do filme pois são as que entendemos melhor, ao fim e longo minutos de cinema. Aqui deixo, talvez, o último dialogo de São Vicente de Paulo com Irmã Jeanne, a serva dos pobres...a filha da caridade:
«Jeanne, senhor.
Aproxime-se Jeanne, eu quis vê-la... pois sei que é corajosa e boa... e que vai aos pobres amanhã cedo.
- Sim, senhor. Nem sempre pude falar a todos... que iam aos pobres a primeira vez. Não fazemos tudo o que devemos. Mas, a você... a menos, a última, eu devo falar.
É importante.
Lembre-se bem, sempre.
- Sim, senhor. Você logo verá que a caridade é um fardo pesado...mais pesado que o prato de sopa e a cesta de pão... mas você manterá sua doçura e seu sorriso.

Não basta dar a sopa e o pão. Isso os ricos podem fazer. 
Você é a serva dos pobres...a filha da caridade...sempre sorridente e de bom humor. 
Eles são seus senhores. 
Verá que são senhores susceptíveis e exigentes. Então, quando mais feios e sujos forem... mais injustos e grosseiros serão...e tanto mais amor você deverá lhes dar. É só por seu amor.... pelo seu amor. só... que os pobres a perdoarão pelo pão que você lhes dá.».


                                                                      

2 comentários:

  1. Desafio lançado a todo o vicentino. Será que valerá a pena ou sentem-se frustado pelo insucesso da caminhada! O Sr. Vicente, como era chamado, sentiu-se desanimado pelas dificuldades das senhoras quando ele, S.Vicente pôs como resposta a uma pergunta. Ex o que disse S. Vicente de Paulo: Aqui está a minha resposta... e colocou em cima da mesa um embrulho... era uma criança bébe.
    quantas vezes levamos a nega de homens e mulheres quando pedimos ajuda.
    Alguns também vicentinos. há, não posso, não tenho tempo. há ser vicentino é ser voluntário e damos quando podemos...
    Com estas frases consideramos os pobres não como nossos senhores a quem devemos servir mas como eu, não posso.
    A caridade seja difícil de gerir é fácil de observar quando sentimos a pobreza nossa vizinha de porta.

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  2. Mas, tudo tem um início na vida e o seu a caminho da sua paroquia que foi escolhido, a caminho pelas rua empedradas, encaminha-se para a casa do Sr. Bénier. Sr. de Paulo como se apresenta em casa do sr. Bénier, enquanto as senhores e os senhores se entretém às gargalhadas, ás escondidinhas pela casa, S. Vicente se apresenta, tendo sido perguntado se via alguém na rua. Diz que não... excepto pessoas com arremessos de pedras lhe atiravam. Não há ninguém na rua... há a Peste. Vai a Casa da Cruz de Pedra à procura da mulher com a Peste, depara-se-lhes com o corpo já cadáver. Recolhe uma ainda jovem criança, encostada no chão, quase às portas da morte se não fora ele, também era cadáver.
    Há um tempo para tudo na vida para as diversões e há quem gose, com repudio a presença dos pobres porque são pobres a morrer de peste, de fome.
    Será uma questão de dias e oportunidades e perguntar se os pobres de hoje, (embora sem haver peste), também terão de ser postas de lado, deixa-las à fome, não haver quem preste as últimos serviços de vida. Pelos caminhos a trilhar na vida, bem me parece que iremos caminhar nos tempos de hoje século XXI, mas com algumas diferenças.


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